Hoje é 29 novembro 2021

Programa de prevenção ao suicídio de policiais e agentes públicos: projeto é aprovado em 1º turno

Você sabia que o suicídio mata mais policiais do que confrontos violentos? Pesquisa do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção, da UERJ, aponta que o risco de suicídio entre policiais é quatro vezes superior ao da população em geral, o que acende o alerta: é preciso falar sobre a saúde mental dos trabalhadores da segurança pública.

Por isso, o deputado estadual Cristiano Silveira (PTMG) propôs o Projeto de Lei 1.197/2019. A proposta para a criação de um Programa de Prevenção de Violências Autoprovocadas ou Autoinfligidas em Minas Gerais foi aprovada em 1º turno na manhã dessa quinta-feira (11/11) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

“Por estarem expostos a constantes riscos à própria vida, além da extrema tensão e responsabilidade que fazem parte da profissão, os policiais são um grupo que deve ser tratado de maneira especial. A ausência de acompanhamento psicológico adequado após a exposição a situações traumáticas, como homicídios, são fatores que agravam este cenário”, explica Cristiano Silveira.

Atenção e cuidado para prevenir

O Programa é focado em ações de prevenção à violências autoprovocadas, como o suicídio, a tentativa de suicídio, autolesões e ideação suicida, e ao sofrimento psíquico dos profissionais da segurança como policiais civis e militares, bombeiros, agentes penais, socioeducativos, além de servidores civis do estado.

As ações são focadas em uma perspectiva multiprofissional na abordagem, com atendimento e escuta multidisciplinar, discrição no tratamento dos casos de urgência, integração das ações entre órgãos e setores, institucionalização dos programas e monitoramento da saúde mental dos profissionais de segurança das polícias civil e militar por meio do serviço de saúde das polícias estaduais.

Para isso, o projeto prevê que sejam adotadas as seguintes medidas:

– Incentivo à gestão administrativa humanizada;
– assistência permanente à saúde mental, com oferta de avaliação psicológica aos servidores;
– atenção ao servidor que tenha se envolvido em ocorrência de risco ou experiência traumática;
– desenvolvimento de protocolos de atendimento, de forma a proporcionar a adoção dos procedimentos de saúde necessários;
– formação e treinamento baseados nos preceitos da prevenção à violência autoprovocada;
– melhoria da infraestrutura dos locais de trabalho do serviço público estadual, principalmente das unidades dos órgãos de segurança pública;
– incentivo à promoção da imagem social das instituições públicas, particularmente da área de segurança;
– coleta, validação, notificação e sistematização de dados de mortes por suicídio, homicídios seguidos de suicídio e tentativas de suicídio.

Para começar a valer o projeto ainda precisa ser aprovado em 2º turno pela Assembleia de Minas Gerais e sancionado pelo governador.

Veja o projeto AQUI.

 

 

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