Hoje é 1 outubro 2022

Aprovado! Projeto que cria o Programa de prevenção ao suicídio de policiais e agentes públicos

Você sabia que o suicídio mata mais policiais do que confrontos violentos? Pesquisa do Grupo de Estudo e Pesquisa em Suicídio e Prevenção da UERJ, aponta que o risco de suicídio entre policiais é quatro vezes superior ao da população em geral, o que acende o alerta: é preciso falar sobre a saúde mental dos trabalhadores da segurança pública.

Por isso, o deputado estadual Cristiano Silveira (PTMG) propôs o Projeto de Lei 1.197/2019, com o objetivo de criar um Programa de Prevenção de Violências Autoprovocadas ou Autoinfligidas em Minas Gerais. O projeto foi aprovado em 2º turno na manhã desta quarta-feira (20/04) pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais e aguarda sanção do governador. 

“Por estarem expostos a constantes riscos à própria vida, além da extrema tensão e responsabilidade que fazem parte da profissão, os policiais são um grupo que deve ser tratado de maneira especial. A ausência de acompanhamento psicológico adequado após a exposição a situações traumáticas, como homicídios, são fatores que agravam este cenário”, explica Cristiano Silveira.

 

Atenção e cuidado para prevenir

O Programa é focado em ações de prevenção à violências autoprovocadas, como o suicídio, a tentativa de suicídio, autolesões e ideação suicida, e ao sofrimento psíquico dos profissionais da segurança como policiais civis e militares, bombeiros, agentes penais, socioeducativos, além de servidores civis do estado.

As ações são focadas em uma perspectiva multiprofissional na abordagem, com atendimento e escuta multidisciplinar, discrição no tratamento dos casos de urgência, integração das ações entre órgãos e setores, institucionalização dos programas e monitoramento da saúde mental dos profissionais de segurança das polícias civil e militar por meio do serviço de saúde das polícias estaduais.

Para isso, o projeto prevê que sejam adotadas as seguintes medidas:

– Incentivo à gestão administrativa humanizada;

– assistência permanente à saúde mental, com oferta de avaliação psicológica aos servidores;

– atenção ao servidor que tenha se envolvido em ocorrência de risco ou experiência traumática;

– desenvolvimento de protocolos de atendimento, de forma a proporcionar a adoção dos procedimentos de saúde necessários;

– formação e treinamento baseados nos preceitos da prevenção à violência autoprovocada;

– melhoria da infraestrutura dos locais de trabalho do serviço público estadual, principalmente das unidades dos órgãos de segurança pública;

– incentivo à promoção da imagem social das instituições públicas, particularmente da área de segurança;

– coleta, validação, notificação e sistematização de dados de mortes por suicídio, homicídios seguidos de suicídio e tentativas de suicídio.

 

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