Hoje é 22 setembro 2017

Violência da PM em reintegração de posse será tema de audiência na ALMG

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Ação da PM em Mário Campos (Foto: Facebook: Ocupação Rururbana Manoel Aleixo)

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou, nesta quarta-feira (03/05/2017), requerimento para a realização de uma audiência pública sobre violência policial. Os deputados cobram apuração do caso ocorrido no dia 1º de maio, em Mário Campos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Em uma ação de reintegração de posse de um terreno, sem autorização judicial, a Polícia Militar agrediu moradores da comunidade Manoel Aleixo, com uso de spray de pimenta e disparos de balas de borracha. Uma menina de 14 anos foi atingida na boca e precisou ser levada para o hospital, onde passou por cirurgia.

A audiência foi solicitada pelo deputado estadual Rogério Correia. No requerimento, foi determinada a convocação do tenente-coronel Hércules de Paulo Freitas, comandante do 48º Batalhão da PM, e o tenente Veloso. Eles foram os responsáveis pela operação e terão que prestar esclarecimentos na audiência. A data da reunião será marcada nos próximos dias.

“É uma situação grave. Primeiro porque a reintegração de posse deve ser feita somente com mandado judicial, o que não foi apresentado pela PM. E o uso da força só deve ser feito em último caso, de forma proporcional, quando se esgotam todas as formas de negociação. Havia crianças no local, e uma menina de 14 anos ficou gravemente ferida. Vamos cobrar apurar rigorosa do ocorrido”, defendeu o presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado estadual Cristiano Silveira.

Veja o vídeo sobre o caso (IMAGENS FORTES):

Produzido pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB)

Apuração
Foram convidados para a audiência: Paulo Vaz Alkimin, ouvidor de Polícia de MG; Willian Santos, presidente da comissão de Direitos Humanos da OAB/MG; Thales Viote, advogado da ocupação e integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MG; Leonardo Péricles, coordenador da Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB); além de representantes do Ministério Público de Minas Gerais, da Defensoria Pública e das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo.

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