Hoje é 17 agosto 2022

Falhas na gestão de Zema explicam como chegamos à Onda Roxa

Ontem, o governo de Minas anunciou a Onda Roxa do Programa Minas Consciente com uma série de restrições. A medida é necessária para conter o avanço da doença e garantir que as pessoas recebam atendimento já que o sistema de saúde está em colapso nessas regiões. Mas cabe a pergunta: como chegamos nesse ponto? Por que o governo de Minas esperou chegar tão longe para tomar alguma medida?

É interessante observar que as regiões em situação mais crítica hoje foram as que ficaram mais tempo nas ondas verde e amarela (as mais permissivas) do Minas Consciente. Duas regiões que estão em alerta máximo, segundo o próprio governo, estavam nas ondas verde/amarela até outro dia: a região do Triângulo Sul só entrou na onda vermelha no dia 11 de fevereiro, já a região Norte entrou na onda vermelha na semana passada.

Ondas do Minas Consciente-1

Regiões do estado e as ondas do Minas Consciente (Verde, amarela e vermelha)

Desde maio, quando questionamos o Minas Consciente na Justiça, apontamos uma série de falhas no programa. Algumas mudanças aconteceram, mas muitas medidas tomadas continuaram questionáveis. Logo após as festas de fim de ano, por exemplo, novas flexibilizações foram feitas, com a permissão de eventos com até 250 pessoas.

Minas foi o único estado que diminuiu investimentos em Saúde durante a pandemia – mesmo com aumento de arrecadação; desprezou a Funed, que poderia estar produzindo vacinas neste momento; também não é de hoje que denunciamos a subnotificação de casos e a baixa testagem. Estamos pagando esse preço.

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