Hoje é 12 novembro 2019

ALMG recebe deputados de Goiás que alertam: privatização da Cemig é um erro

 

A Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) recebeu na manhã desta quinta-feira (03/10) deputados da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) membros da comissão que investiga a precariedade do serviço prestado e o aumento de tarifas ocorrido após a privatização da Companhia Energética de Goiás (Celg), há dois anos.

O deputado goiano Henrique Arantes, presidente da CPI da Enel, alertou os mineiros sobre os riscos da privatização. Segundo ele, após a privatização houve aumento de 18,54% nas tarifas de energia em Goiás e a Enel-GO, que assumiu a estatal, foi considerada a pior empresa do setor no país. “Que tomem uma boa decisão, no nosso caso a privatização não foi a escolha certa”, afirmou.

 

Privatização da Cemig

A privatização de estatais como a Cemig é um dos pré-requisitos para Minas Gerais aderir ao Plano de Recuperação Fiscal proposto pelo governo federal e fortemente defendido pelo governador Romeu Zema, que defende, desde a sua campanha, a privatização da Cemig, Copasa e Codemig.

“A privatização da Cemig é um erro. Não temos até agora nenhum argumento que favoreça à privatização”, aponta o deputado Cristiano Silveira. Apenas no 1º semestre de 2019, a Cemig teve faturamento de R$3 bilhões e foi reconhecida em setembro como a única empresa da América Latina com o Índice Dow Jones de Sustentabilidade.

“A pergunta que levantamos é: o que temos a ganhar com a privatização da Cemig? A Cemig tem defeitos, mas é uma empresa eficiente, acumulando expressivos resultados financeiros que não justificam sua privatização. Além disso, o Plano de Recuperação Fiscal defendido por Zema é questionado por todos que já aderiram. Mesmo assim, o governo quer abrir mão das nossas estatais, pegar uma companhia de excelência e vendê-la barato para as piores empresas do mercado”, argumenta Silveira.

 

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